Riscos não compensam os benefícios, dizem especialistas

O diretor-executivo da F. G.Whitaker Assessoria Técnica para Negócios e Serviços Internacionais, Francisco Whitaker Ferreira, defendeu o PLS 405/2011.

— Pouco mais de 2% de nossa matriz vem da energia nuclear. Será que vale a pena correr riscos? O preço que vamos pagar? É a energia mais cara. Mas eu não penso no preço da energia, mas no preço de vidas humanas — afirmou.

Para Francisco Whitaker, a questão não é se o Brasil pode ou não ficar sem usinas por 30 anos, mas se deve ou não usar esse sistema.

— E não devemos, pois não temos o direito de expor a população a tal risco — disse.

Cristovam Buarque deixou claro que o projeto não impede o desenvolvimento do setor, já que não proíbe a pesquisa.

— Em Chernobyl havia irresponsabilidade geral do sistema soviético. Mas o Japão é um país reconhecidamente cuidadoso e eficiente e mesmo assim aconteceu — alertou.

Walter Pinheiro (PT-BA) mostrou-se preocupado com a falta de uma cultura de defesa civil no país, lembrando que a população de Angra dos Reis e região sofre até na época das chuvas, com inundações e deslizamentos.

— Diferentemente do Japão, não temos essa cultura. Nem nas 12 sedes da Copa do Mundo os centros de emergência estão funcionando — ­lamentou.

Fonte: Jornal do Senado - 28/11/2013

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