Articulação Antinuclear Brasileira

A Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) foi criada em 2011 e é Integrada por indivíduos, entidades, movimentos socioambientais e pesquisadores.

Buscamos fortalecer a luta antinuclear, defendendo o uso de energias renováveis e de um Brasil livre do nuclear.

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INB promete manter tratamento de ex-empregados da Nuclemon

Postado por Articulação Antinuclear BR em 9 fevereiro 2018 às 15:18 0 Comentários

Do Blog da Tania Malheiros

A Associação Nacional dos Trabalhadores da Produção de Energia Nuclear (Antpen) denunciou ontem a suspensão do pagamento, há uma semana, de convênio imprescindível ao tratamento de ex-funcionários da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que trabalharam na Nuclemon Minero-Química, onde contraíram doenças por exposição a diversos agentes insalubres.  A Nuclemon está fechada desde 1993.

Funcionários da INB fizeram assembleia nesta quinta-feira (8/2), porque, segundo eles, a empresa parou de pagar o convênio de Assistência Médico-Ambulatorial-Hospitalar da Intermédica do Grupo de Medicina Privada Notre Dame, que fornecia o atendimento e o tratamento às vítimas.  O contrato da INB com a Notre Dame expirou em 31 de janeiro desse ano e não havia sido renovado, segundo a Antpen.

Na assembleia pela manhã, eles fizeram um minuto de silêncio pelo ex-empregado conhecido como Omar, que morreu no dia 18 de janeiro com tumor maligno. Também mostraram documentos de José Carlos dos Santos, outro ex-empregado, com câncer de laringe, que teve o tratamento recusado pela Notre Dame. “Esperamos que isso não se repita”, disseram.

Há pouco, em nota oficial, a empresa garantiu:  “A INB informa que a ordem bancária foi emitida na terça-feira (6), o crédito foi efetivado na quarta-feira e a operadora, – INTERMÉDICA tem 72 horas para restabelecer o atendimento”.

Segundo o presidente da Associação, José Venâncio…

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Angra 3, e o que virá em 2018?

Postado por Articulação Antinuclear BR em 29 janeiro 2018 às 10:00 0 Comentários

Por Chico Whitaker, para a Folha de São Paulo

Cresce a pressão pela retomada da obra de Angra 3. Contratada em 1983, parou poucos anos depois. Reiniciada em 2010, foi novamente interrompida em 2016, por dificuldades financeiras e pela corrupção.

Esse problema deve ter sido considerado superado com a condenação, na Lava Jato, do então presidente da Eletronuclear. E para seu financiamento há ofertas do lobby nuclear que corteja, via russos e chineses, os países desavisados dos riscos dessa tecnologia.

A Eletronuclear multiplica gestões em Brasília e promove seminários para obter apoios: em 4 de dezembro em Angra dos Reis (RJ), em 18 de dezembro em Resende (RJ).

Mais uma vez, a obra se reinicia, ignorando-se que o projeto é obsoleto quanto à segurança, como ocorreu em 2010? Nem o MP vai intervir, como fez, sem sucesso, em 2010?

Elaborado nos anos 70, na ditadura, evidentemente não podia levar em conta o acidente de tipo novo, até então considerado impossível, ocorrido no final daquela década, em 1979, em Three Mile Island, nos Estados Unidos. "Falhas múltiplas" levaram ao descontrole da temperatura, e o reator fundiu.

Tais acidentes podem provocar uma catástrofe, como se verificou em 1986 na União Soviética. A usina de Tchernobyl explodiu, espalhando partículas radioativas, com grandes territórios interditados por centenas de anos para…

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A implantação da tarifa flexível dificultará a microgeração descentralizada no país?

Postado por Articulação Antinuclear BR em 11 dezembro 2017 às 12:29 0 Comentários

Por Geraldo Lúcio Tiago Filho – Diretor do Instituto de Recursos Naturais e Secretário Executivo do Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétricas da Universidade Federal de Itajubá, para o site do CERPCH

A Tarifa flexível de energia elétrica que terá seu início em janeiro de 2018 criada para estimular o consumo de energia fora do horário de pico, deverá dificultar a viabilização econômica dos sistemas de microgeração descentralizada, o mercado mais promissor para a geração fotovoltaicas de pequenas unidades consumidoras, com consumo acima de 500 kWh /mês.

Basicamente, o sistema propões três períodos diferenciados para as tarifas: O período mais caro vai das 18h às 21h, o intermediário vai das 17h até 18h e das 21h às 22h a de preço menor, também denominada de tarifa branca o restante do dia, em finais de semana e feriados a tarifa branca será a válida para todo o dia.

A princípio a tarifa branca terá um valor inferior à tarifa convencional e a sua adesão, por parte do consumidor, será opcional.

Prevê-se dias difíceis para os sistemas de microgeração com fontes renováveis de energias, tais como os fotovoltaicos, minicentrais hidrelétricas, pequenos parques eólios e biomassa. Outros tipos de sistemas de geração descentralizadas, tais como células combustíveis, microturbinas a gás, que já tinham dificuldades de penetração nesse mercado, praticamente tornar-se-ão economicamente inviáveis.

A atratividade da microgeração descentralizada se dá na possibilidade do consumidor optar por uma fonte de energia renovável, o que faz bem para o ambiente e…

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Fórum Antinuclear Civil e Militar no país mais nuclearizado do mundo, a França

Postado por Articulação Antinuclear BR em 1 dezembro 2017 às 11:18 0 Comentários

Por Zoraide Vilasboas, para a Articulação Antinuclear Brasileira

1º Fórum Social Mundial Antinuclear Civil e Militar, organizado por dez organizações da sociedade civil francesa, selou a união de dois campos de luta que vinham atuando historicamente em separado: contra o nuclear civil e contra o nuclear militar. O evento reuniu, de 2 a 4 de novembro, mais de 300 pessoas, sendo a maior parte de franceses, mas também de 20 outros países, apontando novas possibilidades na mobilização global pelo banimento da produção e uso de armas atômicas e contra a energia nuclear. 

A busca de unidade começou desde o início da organização da atividade, com a adoção da metodologia do Fórum Social Mundial (FSM), que oferece espaços abertos, estruturados horizontalmente, com atividades autogestionadas para a troca de informações, experiências, reflexões e propostas de ações articuladas planetariamente pela construção do “outro mundo possível.” Com este objetivo foi constituído um Comitê de Facilitação, fundamental para os resultados obtidos.

Para Chico Whitaker, um dos fundadores do FSM e representante da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares, o fórum representou um passo significativo frente às divisões que a luta antinuclear francesa apresenta. “Com representantes de diferentes opções da luta antinuclear, os membros do Comitê basearam seu trabalho no respeito mútuo, sem pretender impor suas posições no programa do Fórum, abrindo caminho para a ampliação da união, com maior diversidade ainda.”  

Chico…

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