Articulação Antinuclear Brasileira

A Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) foi criada em 2011 e é Integrada por indivíduos, entidades, movimentos socioambientais e pesquisadores.

Buscamos fortalecer a luta antinuclear, defendendo o uso de energias renováveis e de um Brasil livre do nuclear.

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Mensagens de blog

Brumadinho, Flamengo, Angra: e o bom senso?

Postado por Articulação Antinuclear BR em 5 março 2019 às 19:30 0 Comentários

* Artigo de Chico Whitaker publicado na Folha de São Paulo em 5 de março de 2019

Tragédia em Brumadinho, três anos após Mariana. Desta vez foi mais duro: mais de 300 vidas perdidas. Causa, a mesma: descaso com a segurança em benefício do lucro. Onde ficam as vidas humanas na lógica do mundo econômico e político? 

Nem bem identificados os responsáveis, a morte absurda de dez meninos em um centro de treinamento de futebol. E os 242 jovens da boate Kiss? E o incêndio do Museu Nacional, carbonizando a memória do país? Como sempre: falta de fiscalização, laudos ignorados.

Não temos no Brasil uma cultura de segurança em equipamentos coletivos. Com isso, é assustador o que pode acontecer com uma das invenções mais perigosas da humanidade, que importamos: as “chaleiras” para produzir eletricidade com energia nuclear, chamadas usinas nucleares. Temos duas, em Angra dos Reis. E estão programadas Angra 3 e algumas mais em outras regiões. Mas o projeto de…

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A hora e a vez da bomba atômica tupiniquim?

Postado por Articulação Antinuclear BR em 17 dezembro 2018 às 11:00 0 Comentários

Artigo de opinião de Heitor Scalambrini Costa - Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Historicamente, a relação entre o uso da energia nuclear para fins energéticos e para fins militares é muito estreita. O Programa Nuclear Brasileiro surgiu durante a ditadura militar, e até hoje atende demandas de setores das forças armadas, fascinados pelo poder que a energia nuclear lhes traz, e com a justificativa da necessidade de proteção e de segurança das nossas fronteiras, e de nossas riquezas.

No governo que tomará posse no próximo ano, o Ministério de Minas e Energia (MME) terá como ministro um almirante da marinha brasileira, pertencente ao grupo de interesse que vê a energia nuclear sob o aspecto militar. Pela sua biografia,  um defensor do uso da energia nuclear.

Em entrevista concedida (FSP 7/12/2018), o futuro ministro defendeu a conclusão de Angra III  (usina com potência instalada de 1.000 MW), onde já se investiu R$ 10 bilhões, e se prevê  mais R$ 16 bilhões para concluí-la. Um projeto dos anos de 1970, cuja tecnologia já está completamente ultrapassada, principalmente depois dos desastres de Chernobyl, Three Mile Island e Fukushima. Caso tal insanidade seja levada a frente, milhares de brasileiros e brasileiras sofrerão sérios riscos de uma grande desgraça. Além de preços finais da energia produzida ser o mais caro das fontes atuais. Em decisão que fere os interesses do povo brasileiro, o Conselho Nacional de Politica Energética (CNPE) em 9/10/2018, numa tentativa de viabilizar Angra III, dobrou a tarifa que irá remunerar a energia produzida pela usina. Passando dos atuais R$ 240,00/MWh para R$ 480,00/MWh. O que refletirá no aumento das contas de energia para os consumidores de todo o Brasil, que pagarão por uma obra indesejada.

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FSM/2018 - Tenda do "Bem Viver" reafirmou "Nuclear Não!"

Postado por Articulação Antinuclear BR em 28 março 2018 às 20:00 0 Comentários

Atividades realizadas na Tenda durante o Fórum Social Mundial (FSM), ocorrido de 13 a 17 deste mês na Universidade Federal da Bahia (UFBA), evidenciaram que a resposta à barbárie capitalista é a sociedade do Bem Viver, na qual não têm lugar: o agro e o hidronegócio, que violentam a humanidade com a espoliação de territórios; o agroveneno nos alimentos; a privatização da água; a expropriação nem a entrega dos bens comuns do povo e da natureza a grandes corporações privadas. Também não têm vez a indústria bélica, nem o uso da tecnologia nuclear para produzir energia elétrica.

A Tenda foi aberta com uma abordagem acadêmica sobre o Bem Viver que inspirou o fio condutor de debates sobre a defesa dos bens comuns –contra a mercantilização da vida e da natureza– ao longo de dois dias do FSM. Já exemplos práticos das possibilidades de se atingir o estado de Bem Viver foram revelados no último evento de pescador@s e quilombolas, povos originários e tradicionais, que cultuam o lema “outro mundo é possível” em seu universo de sabedoria e convivência. Nesta perspectiva, o Nuclear Não! emergiu, mais uma vez, como incontestável afirmação da importância das fontes renováveis de energia –que promovem a Vida e não a morte, como é o caso da nuclear– e do fortalecimento da cultura da paz, a favor do desarmamento, amplo, geral e irrestrito.

Água é Vida!

Profundamente associado a proposta do Bem Viver, o lema Água é Vida –inspirador de ações de ativistas socioambientais baianos desde o FSM/2015, Tunísia– foi outra…

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Risco da construção da usina atômica Angra 3, no Rio de Janeiro

Postado por Articulação Antinuclear BR em 26 março 2018 às 17:00 0 Comentários

Centenas de participantes do Fórum Social Mundial/2018 assinaram Carta Aberta dirigida à Procuradoria Geral da República, aprovada em atividade intitulada Dialogo Brasil/França/Japão/Suíça que demonstrou a ameaça representada pela conclusão do obsoleto projeto da usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ).

Você pode assinar e também coletar assinaturas (mandar para Caixa Postal no. 11.320, Ag. ECT Rua dos Pinheiros, 1502, CEP: 05422-970, São Paulo – SP).

Carta Aberta à Dra. Raquel Dodge, DD Procuradora-Geral da República

Salvador, 14 de março de 2018

Os participantes brasileiros do Diálogo Brasil-França-Japão-Suíça em questões nucleares, atividade de debate e reflexão que teve lugar no Fórum Social Mundial realizado em Salvador da Bahia de 13 a 17 de março de 2018, consideraram imprescindível e urgente dirigir esta Carta Aberta a V.Exa, ao tomarem conhecimento do risco de retomada da obra da usina nuclear de Angra 3 com um projeto obsoleto, elaborado na década de 70.

Em país nenhum do mundo se inicia hoje em dia a construção de usinas nucleares com projetos elaborados antes de 1979, data em ocorreu em Three Miles Island, nos Estados Unidos, um acidente de tipo novo, até então considerado impossível: uma série de falhas combinadas leva à perda do controle da elevação da temperatura do reator nuclear, que funde, o que pode ser seguido da explosão da usina. Este tipo de acidente, chamado “severo”, tem como consequência catástrofes ambientais e sociais como as que assombraram o mundo quando um segundo voltou a ocorrer em 1986, em Chernobyl na então União Soviética, e um terceiro em 2011, em Fukushima no Japão, com a disseminação de grandes quantidades de partículas radioativas em vastos territórios. Diante disso a Agência Internacional de Energia Atômica elaborou novas normas de segurança, para evitar esses acidentes…

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