Articulação Antinuclear Brasileira

A Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) foi criada em 2011 e é Integrada por indivíduos, entidades, movimentos socioambientais e pesquisadores.

Buscamos fortalecer a luta antinuclear, defendendo o uso de energias renováveis e de um Brasil livre do nuclear.

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O desastre nuclear na Bahia e a tragédia de Mariana em Minas Gerais

Postado por Articulação Antinuclear BR em 7 dezembro 2016 às 15:08 0 Comentários

Por Zoraide Vilasboas, da AAB e Associação Movimento Paulo Jackson

O Instituto do Meio Ambiente (IBAMA) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) estiveram na mineração de urânio, em Caetité (Bahia), onde foram “conferir” as proporções da tragédia que está sendo chamada de “Mariana subterrânea”, numa alusão ao rompimento da barragem da Samarco, Vale/BHP que, há cerca de um ano, destruiu a bacia do Rio Doce e matou 21 pessoas em Minas Gerais, na maior catástrofe ambiental do país.  

Há uma diferença entre Mariana, onde o mar de lama tóxica correu, à vista de todXs, por Minas, Espírito Santo e litoral da Bahia, e Caetité, onde o liquido mortal se espalha pelo subsolo, escondido de todXs! Mas as semelhanças entre as duas desgraças não são meras coincidências: ambas estão envoltas em silêncios e sigilos criminosos; licenciamentos obscuros; omissão e conivência dos órgãos de fiscalização e controle, em todos os níveis; desinformação e desrespeito com as comunidades do entorno da mina e até denúncias de corrupção.

A fábrica que o Programa Nuclear Brasileiro montou em Caetité para concentrar o minério extraído pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB) é considerada uma bomba-relógio, desde sua construção pela Odebrecht (“fisgado” pela operação Lava Jato) e empreiteiras terceirizadas. Os fatos, mais uma vez, mostram que a obra correu “solta”, sem o rigor e a fiscalização técnica exigidas para manipulação de produtos de extrema periculosidade, como é o caso do urânio. Isto explica, em parte, os vazamentos em série, de licor ou pó radioativos, ocorridos na unidade de concentrado de urânio da INB, celebrizada pela insegurança técnico-operacional, incompetência, irresponsabilidade gerencial (denunciadas por seus órgãos de controle), inadequação da estrutura da planta industrial e seus obsoletos equipamentos.…

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Saiba como foi a III Jornada Antinuclear do Ceará

Postado por Articulação Antinuclear BR em 6 dezembro 2016 às 11:57 0 Comentários

Comunidades, agricultores, organizações da sociedade civil e pesquisadores se encontram em Santa Quitéria para refletir, debater e traçar linhas de ação sobre os impactos da mineração no Ceará.

Com o objetivo de articular cada vez mais o povo das comunidades que podem ser atingidas com esse projeto e que já estão sendo impactada com outras minerações no estado, a Articulação Antinuclear do Ceará realizou em meados de novembro sua III Jornada junto ao I Encontro Estadual do Movimento pela Soberania Popular na Mineração, MAM - MAM. Gente que se ajuntou para tencionar a não concretização da exploração da Jazida de Itataia, em Santa Quitéria e para estudar, partilhar e pensar estratégias de qualificação do debate e linhas de ação quanto aos impactos da mineração do Estado.

Com a participação de aproximadamente 200 pessoas vindas de vários territórios e mais de dez municípios e um público predominantemente jovem, durante três dias, foram apresentados relatos, estudos e vivências de pesquisadores (as) e comunidades desenvolvidos ao longo dos últimos anos, tanto em Santa Quitéria como em Caetité, na Bahia.

Entre as rodas de conversa, uma análise de conjuntura feita na manhã do primeiro dia por Soraya Tupinambá do “Mandato é tempo de resistência”, Psol, e Antônia Ivaneide (Neném), do MST, ajudou a entender o atual contexto sociopolítico do Brasil.

Além disso, foi apresentado um panorama sobre a “questão mineral no Brasil e no Ceará” com Charles Trocate, do MAM nacional; Raquel Rigotto, do Núcleo Tramas/UFC; Francisco Eufrásio, do Assentamento Morrinhos (Santa Quitéria); Cacique Lucélia Pankará, da Aldeia Serrote dos Campos (Itacuruba) e…

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Leia a exposição de Chico Whitaker sobre a segurança em Angra 3 realizada em audiência pública no Senado

Postado por Articulação Antinuclear BR em 2 dezembro 2016 às 11:00 0 Comentários

Chico Whitaker, da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares, participou com uma exposição na audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado sobre a segurança da obra de Angra 3.

Além de Chico, fazendo a crítica às condições de segurança de Angra 3, e representantes da Eletronuclear defendendo a obra, também se manifestou o técnico de segurança nuclear Sydnei Rabello, que já escreveu parecer contrário ao projeto de Angra 3 e considera seu reator "uma lata velha".

Você pode assistir à audiência aqui e ler a exposição de Chico Whitaker logo abaixo.

Senhoras Senadoras e Senhores Senadores,

Antes de mais nada, agradecendo o convite para participar desta audiência sobre o risco potencial de um acidente nas Usinas de Angra dos Reis, convém que eu diga a que título vou me expressar.

Não sou físico nem engenheiro nuclear. Minha formação universitária é de arquiteto-urbanista e minha experiência profissional é de planejamento, em diferentes áreas. Participei de atividades políticas - tendo pago os atrevimentos de jovem com 15 anos de exilio – e cheguei a ser parlamentar, mas somente a nível municipal. Falo portanto como um simples cidadão.

Meu contato com a questão nuclear é bastante recente, desde o acidente ocorrido nas usinas de Fukushima, no Japão, em 2011. Até então tinha um conhecimento bastante limitado sobre o uso da fissão nuclear – e dos subprodutos dessa fissão – para fins militares e civis.

Mas a dimensão desse desastre, após o tsunami, me levou à obrigação, a mim e a outros cidadãos e cidadãs, de procurar saber qual era o risco que corríamos, com duas usinas a uma distância relativamente curta…

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Atividades antinucleares em São Paulo alertam sobre o perigo de uma questão invisibilizada

Postado por Articulação Antinuclear BR em 15 novembro 2016 às 19:36 0 Comentários

Entre os dias 10 e 12 desse mês São Paulo foi palco de importantes reflexões antinucleares promovidas pela Articulação Antinuclear Brasileira, Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sapê) e parceiros. Seja através da linguagem fotográfica na exposição Hiroshima Nunca Mais, ou no seminário em que comunidades atingidas e especialistas compartilharam experiências e estudos, ficou claro o horror trazido pelo nuclear e a dificuldade em comunicar a questão mais amplamente.

A maratona antinuclear começou dia 10 com a abertura exposição fotográfica Hiroshima Nunca Mais, na Matilha Cultural. Lá estão reunidas obras de fotógrafos do mundo todo contando a história da fissão de núcleo, desde a primeira bomba atômica lançada em Hiroshima, em 1945, até a produção de energia elétrica e os consequentes acidentes nucleares. Apesar das imagens fortes de destruição, o tom da noite foi de celebração aos movimentos de resistência ao nuclear no Brasil e no mundo que também estão presentes em belas fotos. A exposição está em cartaz na Rua Rego Freitas, 542, até o dia 18 de dezembro, com entrada gratuita e possibilidade de agendamento de visita guiada para escolas através do email educativohiroshiroshima@gmail.com.

A curadora da exposição, Inês Chada, e a banda Forrobodó do Zé, que animou a noite

Seminário Nuclear: Por que resistimos?

Quem tomou contato com os desdobramentos da tecnologia nuclear na exposição teve a oportunidade de saber mais através do seminário Nuclear: Por que resistimos?, que abordou diversos aspectos e impactos da questão e foi realizada na…

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