Articulação Antinuclear Brasileira

A Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) foi criada em 2011 e é Integrada por indivíduos, entidades, movimentos socioambientais e pesquisadores.

Buscamos fortalecer a luta antinuclear, defendendo o uso de energias renováveis e de um Brasil livre do nuclear.

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Nuclear - se fosse somente uma questão de preconceito... Carta aberta ao sr. Robson Braga de Andrade, Presidente da Confederação Nacional da Industria

Postado por Articulação Antinuclear BR em 15 março 2017 às 21:00 0 Comentários

Em 07/02/17 o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade publicou um artigo no Correio Braziliense afirmando que a não adoção da energia nuclear era uma questão de preconceito e desinformação. A Articulação Antinuclear Brasileira refuta totalmente essa ideia na carta aberta a seguir:

Sr. Presidente, tivemos a oportunidade de ler seu artigo no Correio Brasiliense de 7 de fevereiro último, com o título Energia nuclear: um debate necessário, no qual nos diz que não se utiliza mais a energia nuclear, em nosso país, como seria desejável, por uma questão de preconceito – algo que já foi superado no resto do mundo, segundo afirma. 

Esta Carta Aberta está sendo escrita para lhe exprimir a perplexidade que seu artigo causou a todos que se opõem, no Brasil, ao uso da energia nuclear para produzir eletricidade. Sabemos que a grande maioria dos brasileiros está extremamente desinformada sobre esse assunto, mas é assustador constatar que o mesmo se passa com pessoas com altas responsabilidades na sociedade, como é o seu caso.

Na verdade a dimensão técnica dessa questão a torna particularmente inacessível. Muitos de nós, entre aqueles que não se relacionavam profissionalmente com o tema, tinham um conhecimento muito limitado a respeito, e só procuraram saber mais depois que foram “acordados” para os problemas do nuclear pelas tragédias que o mundo conheceu. Mesmo o desastre ocorrido há quase 30 anos aqui em nosso país, em Goiânia, com um aparelho de radioterapia abandonado, foi conhecido superficialmente e está sendo pouco a pouco esquecido da população em geral, apesar dos sofrimentos que causou e ainda causa.

E é essa desinformação generalizada que faz com que sejam facilmente aceitos – ao que parece até pelo sr. Presidente da CNI - três mitos difundidos pelos que tiram proveito…

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Fukushima poderia envenenar o planeta pelos próximos 1.000 anos

Postado por Articulação Antinuclear BR em 7 março 2017 às 15:02 0 Comentários

Por Vagner Liberato, para o Meio Ambiente Rio

Os níveis de radiação dentro de um reator nuclear danificado na usina nuclear de Fukushima-Daiichi atingiram alturas alarmantes. Leituras recentes do reator nuclear 2 indicam que a radiação interna é centenas de vezes maior do que nunca – seis anos após a fatídica catástrofe nuclear em 2011.

Tóquio Electric Power (TEPCO), o operador da instalação, relatou que as leituras de radiação de 530 sieverts por hora foram registradas dentro do recipiente de contenção do reator 2 – uma figura que os especialistas descreveram como “inimaginável.” Reator 2 é um dos três reatores que experimentou Uma fusão e foi danificado pelo tsunami de 2011.

Anteriormente, a maior quantidade de radiação detectada no reator 2 era de apenas 73 sieverts por hora – e mesmo isso é mais que suficiente para ser extremamente tóxico para os seres humanos . Considere isso: apenas um sievert único é suficiente para causar náuseas, infertilidade e catarata em seres humanos. A exposição a 4 ou 5 sieverts matará aproximadamente 50 por cento daqueles expostos dentro de um mês.Em 10 sieverts, você pode esperar morrer dentro de apenas uma questão de semanas.

Os 530 sieverts de radiação do reator 2 são relatados bastantes para matar os robôs os mais resistentes dentro de 2 horas. Três tentativas anteriores de obter robôs perto do reator teriam falhado.

O que é ainda mais preocupante é o fato de que o 530 sievert leitura não foi mesmo tomadas perto do reator – a leitura foi gravado a uma boa distância do combustível derretido.

Hideyuki Ban, co-diretor do Citizens ‘Nuclear Information Center, diz que, na realidade, a radiação…

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Introduzido novo robô na central japonesa de Fukushima para analisar reator

Postado por Articulação Antinuclear BR em 17 fevereiro 2017 às 10:55 0 Comentários

Por RTP Notícias

A operadora da central nuclear de Fukushima vai introduzir hoje um novo robô no reator número dois para avaliar o seu estado, após ter sido retirado, na semana passada, um aparelho idêntico devido a níveis demasiado altos de radiação.

O dispositivo, com a forma de um escorpião e desenvolvido em colaboração com a IRID e a Toshiba, vai proceder à recolha de imagens e medir a temperatura e os níveis de radioatividade no interior da vasilha de contenção do reator, explicou a operadora da central nuclear japonesa de Fukushima, Tokyo Electric Power Company (TEPCO), em comunicado.

A introdução do robô chega depois de funcionários da TEPCO terem sido obrigados a retirar o outro aparelho com características idênticas depois de as medições terem demonstrado níveis muito elevados de radiação, estimados em cerca de 650 sieverts (medida usada para avaliar o impacto da radiação nos humanos) por hora, capazes de o danificar.

Apenas uma dose diária de sievert pode causar danos graves na saúde humana e em maiores quantidades até provocar a morte, pelo que os níveis estimados naquele ponto do interior das instalações nucleares impossibilitam o acesso por parte de funcionários.

Os reatores 1,2 e 3 sofreram fusões parciais dos seus núcleos devido ao desastre provocado pelo sismo seguido de tsunami, de 11 de março de 2011, e conhecer exatamente o estado das barras de combustível radioativo é fundamental para a sua gestão e retirada.

No caso da unidade número dois, os técnicos da TEPCO acreditam que o combustível se fundiu o suficiente para perfurar a vasilha de pressão e acumular-se no fundo do da…

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Eletronuclear anula licitação para montagem eletromecânica de Angra 3

Postado por Articulação Antinuclear BR em 31 janeiro 2017 às 10:30 0 Comentários

Por Luciano Costa, para Agência Reuters

Funcionários da eletronuclear e da estatal chinesa CNCC: parceria para construção da usina parece estar cada vez mais próxima.

A estatal Eletronuclear, da Eletrobras, declarou nulo o processo de licitação que havia resultado na contratação de um consórcio para realizar a montagem eletromecânica da usina nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, segundo publicação no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

As empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, UTC, Techint, Odebrecht e EBE e o consórcio Angramon, formado por elas, recorreram da anulação, mas tiveram os pedidos indeferidos pela Eletronuclear.

O processo foi analisado em uma reunião realizada em 26 de janeiro na sede da Eletronuclear, segundo o aviso de anulação, assinado pelo diretor presidente da companhia, Bruno Barretto.

No início de janeiro, Andrade Gutierrez e UTC assinaram acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no qual admitiram cartel na licitação, o que já havia sido feito pela Camargo Corrêa em agosto de 2015.

As irregularidades no contrato com as empresas para montagem de Angra 3 foram reveladas em meio às investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apura um enorme esquema de corrupção entre empresas e políticos no Brasil.

Após a denúncia, e em meio a atrasos de pagamentos pela Eletronuclear, as construtoras paralisaram as obras de Angra 3.

No final de dezembro, a Eletronuclear assinou memorando de entendimento com a chinesa CNNC para possível participação da empresa em uma retomada da construção de Angra…

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