Articulação Antinuclear Brasileira

A Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) foi criada em 2011 e é Integrada por indivíduos, entidades, movimentos socioambientais e pesquisadores.

Buscamos fortalecer a luta antinuclear, defendendo o uso de energias renováveis e de um Brasil livre do nuclear.

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A implantação da tarifa flexível dificultará a microgeração descentralizada no país?

Postado por Articulação Antinuclear BR em 11 dezembro 2017 às 12:29 0 Comentários

Por Geraldo Lúcio Tiago Filho – Diretor do Instituto de Recursos Naturais e Secretário Executivo do Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétricas da Universidade Federal de Itajubá, para o site do CERPCH

A Tarifa flexível de energia elétrica que terá seu início em janeiro de 2018 criada para estimular o consumo de energia fora do horário de pico, deverá dificultar a viabilização econômica dos sistemas de microgeração descentralizada, o mercado mais promissor para a geração fotovoltaicas de pequenas unidades consumidoras, com consumo acima de 500 kWh /mês.

Basicamente, o sistema propões três períodos diferenciados para as tarifas: O período mais caro vai das 18h às 21h, o intermediário vai das 17h até 18h e das 21h às 22h a de preço menor, também denominada de tarifa branca o restante do dia, em finais de semana e feriados a tarifa branca será a válida para todo o dia.

A princípio a tarifa branca terá um valor inferior à tarifa convencional e a sua adesão, por parte do consumidor, será opcional.

Prevê-se dias difíceis para os sistemas de microgeração com fontes renováveis de energias, tais como os fotovoltaicos, minicentrais hidrelétricas, pequenos parques eólios e biomassa. Outros tipos de sistemas de geração descentralizadas, tais como células combustíveis, microturbinas a gás, que já tinham dificuldades de penetração nesse mercado, praticamente tornar-se-ão economicamente inviáveis.

A atratividade da microgeração descentralizada se dá na possibilidade do consumidor optar por uma fonte de energia renovável, o que faz bem para o ambiente e…

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Fórum Antinuclear Civil e Militar no país mais nuclearizado do mundo, a França

Postado por Articulação Antinuclear BR em 1 dezembro 2017 às 11:18 0 Comentários

Por Zoraide Vilasboas, para a Articulação Antinuclear Brasileira

1º Fórum Social Mundial Antinuclear Civil e Militar, organizado por dez organizações da sociedade civil francesa, selou a união de dois campos de luta que vinham atuando historicamente em separado: contra o nuclear civil e contra o nuclear militar. O evento reuniu, de 2 a 4 de novembro, mais de 300 pessoas, sendo a maior parte de franceses, mas também de 20 outros países, apontando novas possibilidades na mobilização global pelo banimento da produção e uso de armas atômicas e contra a energia nuclear. 

A busca de unidade começou desde o início da organização da atividade, com a adoção da metodologia do Fórum Social Mundial (FSM), que oferece espaços abertos, estruturados horizontalmente, com atividades autogestionadas para a troca de informações, experiências, reflexões e propostas de ações articuladas planetariamente pela construção do “outro mundo possível.” Com este objetivo foi constituído um Comitê de Facilitação, fundamental para os resultados obtidos.

Para Chico Whitaker, um dos fundadores do FSM e representante da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares, o fórum representou um passo significativo frente às divisões que a luta antinuclear francesa apresenta. “Com representantes de diferentes opções da luta antinuclear, os membros do Comitê basearam seu trabalho no respeito mútuo, sem pretender impor suas posições no programa do Fórum, abrindo caminho para a ampliação da união, com maior diversidade ainda.”  

Chico…

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Angra 3: as propinas não são o único problema

Postado por Articulação Antinuclear BR em 21 novembro 2017 às 11:01 0 Comentários

Por Chico Whitaker, para o site da Carta Capital

O resto do mundo abandona gradativamente a energia nuclear, por conta dos riscos. Por que deveríamos construir mais uma usina?

A terceira usina nuclear planejada pelo regime militar em Angra dos Reis transformou-se numa novela sem fim.  As obras, interrompidas nos anos 80, foram reiniciadas em 2010 e após vários percalços novamente interrompidas em 2016, por dificuldades financeiras do governo e pela descoberta de corrupção na Eletronuclear. Seu então Presidente, Almirante Othon Pinheiro da Silva, foi condenado a 43 anos de prisão, pena que por razões de idade e saúde está cumprindo em seu domicilio.

Tudo indica que vem aí um novo capítulo. Empresas russas e chinesas se oferecem para financiar a construção. E o Almirante ressurge com cores mais favoráveis, na imprensa e em redes sodais, como um herói nacional injustiçado, que teria sido derrubado em razão de suas atividades ligadas à soberania nacional (tecnologias estratégicas, submarinos nucleares e mesmo a bomba atômica sonhada pelos militares). Há até quem acredite que por trás da sua condenação estejam os mesmos interesses estrangeiros que ajudaram a derrubar Dilma Rousseff.

No entanto, é necessário mantermos os olhos bem abertos: não é possível aceitar uma simples retomada da obra de Angra 3. Seu projeto só foi autorizado, em 2010, graças a uma gravíssima irresponsabilidade funcional de nossas autoridades – entre as quais o Almirante, que criou um enorme risco…

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De cara com o lixo do Programa Nuclear Brasileiro

Postado por Articulação Antinuclear BR em 18 outubro 2017 às 11:42 0 Comentários

Lixo nuclear da primeira mineração de urânio ocupa uma área correspondente a 100 Maracanãs, em Poços de Caldas (MG)

Pela primeira vez, com imagens inéditas e surpreendentes, reportagem em cadeia nacional de TV colocou a sociedade brasileira frente a frente com a assustadora questão do lixo nuclear. A produção de resíduos radioativos em toda cadeia de geração de energia nuclear é o principal impacto ambiental do uso desta tecnologia. O grande desafio global hoje é justamente como lidar com o “beco sem saída” do lixo atômico para o qual, em mais de 70 anos, nenhum cientista –entre os “gênios” que povoam o mundo nuclear–  encontrou solução definitiva, e ameaça a Vida no planeta. Por esta razão, a tendência mundial é abandonar a fonte…

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