Articulação Antinuclear Brasileira

A Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) foi criada em 2011 e é Integrada por indivíduos, entidades, movimentos socioambientais e pesquisadores.

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Construção de Angra 3 pode ser reiniciada em 2017, prevê Eletronuclear

Postado por Articulação Antinuclear BR em 22 setembro 2016 às 12:52 0 Comentários



Por Alana Gandra, para a Agência Brasil


O Conselho de Política Energética deve tomar uma decisão sobre a retomada das obras da usina nuclear Angra 3 até dezembro próximo e a expectativa é que a construção seja reiniciada em 2017. A tarefa foi delegada ao conselho pelo Ministério de Minas e Energia, disse hoje (20) o assessor de Desenvolvimento de Novas Usinas Nucleares da Eletronuclear, Marcelo Gomes da Silva, também vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN).

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua participando das conversas em busca da melhor solução, segundo Gomes da Silva. As obras de Angra 3 estão paradas desde setembro do ano passado. Alguns contratos estão suspensos e outros estão sendo rescindidos.

De acordo com o assessor, existe uma “vontade muito grande” de resolver o assunto em todas as esferas, que incluem o Ministério de Minas e Energia, os bancos envolvidos, entre os quais o BNDES e a própria Eletronuclear. Isso poderá ocorrer, “talvez, com a participação de algum agente privado no empreendimento”, arriscou o assessor, acrescentando: “Seria uma solução criativa, porque existe uma carência de recursos no Brasil para várias áreas. Estamos buscando essas definições”. Estão sendo analisados, por exemplo, os impedimentos legais para uma participação privada ou não.

Para as próximas usinas, Marcelo Gomes da Silva disse que a parceria com o setor privado seria o caminho mais viável. Lembrou que no ministério já foi dito que não se fará mais usinas como Angra 1, 2 e 3, com recursos somente públicos. “A disposição é usar o setor privado no que ele faz de melhor, que é o gerenciamento de obras, e fazer as coisas acontecerem”.

O modelo adotado de financiamento varia de país para país, observou. Na China, é tudo estatal, ao contrário do que ocorre nos Estados…

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Estatais do setor nuclear querem firmar parcerias com a iniciativa privada

Postado por Articulação Antinuclear BR em 21 setembro 2016 às 12:33 0 Comentários

Por Agência Brasil

O presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa gerida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), João Carlos Derzi Tupinambá, defendeu hoje (20) a criação de parcerias com a inciativa privada para viabilizar projetos de interesse nacional no setor nuclear.

Tupinambá disse que novos modelos de financiamento da área estão em estudo e destacou a criação, pelo governo Michel Temer, do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), cuja finalidade é fortalecer a relação do Estado com a iniciativa privada e conseguir recursos para projetos estratégicos para o país.

Segundo o gestor, no caso da INB, o modelo de negócios do PPI pode viabilizar, por exemplo, empreendimentos de exploração de urânio.

O estatuto da INB diz que a entidade pode constituir outras empresas para associar-se a companhias privadas, desde que tenha maioria, ou seja, 51%. “A gente pode começar daí. É um bom começo verificar a possibilidade de novos empreendimentos”, disse Tupinambá em entrevista durante o 7º Seminário Internacional de Energia Nuclear, aberto hoje (20), no Rio de Janeiro, no Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RJ).

Segundo Tupinambá, apenas 25% do território com potencial de exploração de urânio foram explorados até agora. As reservas oficiais de urânio conhecidas hoje no Brasil alcançam 309 mil toneladas. “A gente tem um potencial enorme e, certamente, vamos precisar de recursos. É nesse sentido que a gente está buscando financiamento, parceria.” O Brasil ocupa a quinta posição mundial no ranking de reservas de urânio, mas, segundo Tupinambá, a quantidade é muito maior.

A INB contratou a Fundação Getulio Vargas para traçar novos modelos de associação, com base no regramento constitucional da empresa e suas…

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A propaganda enganosa como estratégia dos “negócios do vento”

Postado por Articulação Antinuclear BR em 19 setembro 2016 às 12:34 0 Comentários

Por Heitor Scalambrini, da Articulação Antinuclear Brasileira

Toda minha vida profissional foi em defesa intransigente das fontes renováveis de energia, particularmente da energia solar e eólica. Defendia e defendo o modelo de implantação descentralizado (geração próxima do local de consumo) por entender que esta concepção de geração é a que menos afeta o meio ambiente e as pessoas.

Todavia em nosso país temos constatado que os “negócios do vento”, dentro da lógica mercantil, onde a energia é uma mera mercadoria,  a geração tem ocorrido em larga escala com parques eólicos contendo centenas de máquinas eólicas, e por conseguinte grandes superfícies de terras ocupadas. As áreas escolhidas são aquelas cujos ventos são mais forte, locais de altitude ou em áreas costeiras.

O Nordeste brasileiro concentra 80% de toda geração eólica no país, e o bioma Caatinga e as áreas costeiras são as mais impactadas. O que significa que populações ribeirinhas (pescadores e catadores de mariscos) e agricultores familiares, posseiros, sofrem as consequências das instalações em larga escala, muitas vezes privados de seu modo de vida, além da destruição ambiental provocada pela implantação em larga escala dos aerogeradores.

O que lamentavelmente não é dito pela propaganda enganosa é que NÃO existe energia limpa e de baixo custo. Energia eólica, como qualquer outra fonte energética provoca danos socioambientais. E que o preço cobrado por MWh produzido por esta fonte energética, não leva em conta os custos socioambientais provocados.

Grande parque eólico construído no agreste pernambucano

O modelo “ofertista” de energia, tendo à frente como principal incentivador  a Empresa de Planejamento Energético (EPE), alardeia a necessidade de construção de mais e mais usinas geradoras…

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Futuro de Angra 3 será decidido após investigações da PF

Postado por Articulação Antinuclear BR em 16 setembro 2016 às 15:56 0 Comentários

Por Ramona Ordoñez, para O Globo

 A decisão sobre o futuro das obras da usina nuclear de Angra 3 será tomada somente após a conclusão das investigações que vêm sendo realizadas pela Justiça e pelo Ministério Público Federal a respeito do caso de corrupção envolvendo as obras, descoberto pela Polícia Federal em um desdobramento da Operação Lava-Jato. A informação foi dada nesta quinta-feira pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho, que esteve no Rio.

— Vamos esperar as investigações da Justiça e do Ministério Público se encerrarem para que a gente possa fazer o nosso encaminhamento — destacou o ministro.

Fernando Coelho explicou, contudo, que o futuro da usina nuclear de Angra 3 também fará parte do plano estratégico da Eletrobras que está sendo elaborado e deverá ser concluído até outubro próximo.

As obras de Angra 3 foram paralisadas em setembro do ano passado em função das descobertas de irregularidades encontradas pela Polícia Federal sobre contratos de empreiteiras que desviavam recursos da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras responsável pela usina. As investigações levaram à prisão, entre outros, de Othon Luiz Pinheiro da Silva, o então presidente da Eletronuclear que era um dos mais conceituados cientistas nucleares do país.

A construção de Angra 3 tinham sido retomada em 2009, depois de ter ficado parada por falta de recursos há 23 anos.

 
 
 

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