A Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) foi criada em 2011 e é Integrada por indivíduos, entidades, movimentos socioambientais e pesquisadores.
Buscamos fortalecer a luta antinuclear, defendendo o uso de energias renováveis e de um Brasil livre do nuclear.
Postado por Articulação Antinuclear BR em 26 março 2026 às 11:00 0 Comentários 0 Curtiram isto
‘A explosão levou radioatividade a grande parte da Europa.
E segue ativa, como eterna ameaça da tecnologia nuclear,
usada para produzir eletricidade. O perigo é global!’
Quarenta anos após o desastre de 26 de abril de 1986, o “Pé de Elefante”, lama de urânio e outros metais radioativos e tóxicos deixada pela explosão do reator 4, segue ativo, junto com outros cemitérios de lixo atômico (veículos, roupas e estruturas contaminadas) que ameaçam por séculos o ambiente e as pessoas.
A contenção da radioatividade segue desafiando a ciência mundial, pois nem mesmo estruturas de engenharia complexas conseguem controlar áreas de perigo extremo, como acontece em Chernobyl. O primeiro sarcófago nuclear, construído após o acidente, não deu conta. O segundo gigantesco “abrigo” de aço, erigido em 2016 para durar 100 anos, não consegue conter a radiação porque, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, teria sido atingido por drones na guerra Rússia-Ucrânia. É real o perigo de contágio ambiental e humano. Na região existem “pontos quentes”, com contaminação letal no solo e em objetos.
O reator explodiu com cerca de 180 toneladas de urânio. Liberou aproximadamente 400 vezes mais radioatividade do que a bomba lançada em Hiroshima. Os átomos, em especial Iodo-131 e Césio-137, alcançaram países da Europa. Estima-se que o local contenha cerca de 80 mil metros cúbicos de resíduos, incluindo o “Pé de Elefante”.
Não existe consenso sobre o número de vítimas. Números oficiais admitem 31 mortes nos primeiros meses após o desastre.…
ContinuarPostado por Articulação Antinuclear BR em 25 março 2026 às 21:30 0 Comentários 0 Curtiram isto
ContinuarHeitor Scalambrini Costa*
Zoraide Vilasboas**"A população geral não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe".
(Noam Chomsky, linguista, filósofo, sociólogo e ativista político norte-americano)O ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira tem defendido ativamente a expansão da energia nuclear no Brasil, incluindo a conclusão de Angra 3 e a construção de pequenos reatores, disseminados no território nacional, em particular na Amazônia. Chegou a afirmar (depois desmentir) seu apoio ao uso do nuclear na defesa da soberania nacional. O que para um bom entendedor fica claro, é favorável à fabricação de bombas nucleares.
Declaração recente do ministro (04/03), reafirmando suas convicções nucleares, foi diante de uma plateia de empresários, acadêmicos, diplomatas, em evento promovido pela “Diálogos Intercontinentais Brasil-Alemanha Regulação &Investimento 26’, na Universidade Johann Wolfgang Goethe de Frankfurt.
Na condição de ministro de Estado e presidente do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão que assessora à presidência da República na definição da política energética do país, “decretou” para o público presente que o "futuro do Brasil é nuclear", e que as grandes reservas de urânio existentes devem ser exploradas. Tais afirmativas “categóricas” e “soberbas”, vindas de quem veio, foram muito bem aceitas pelo público presente, a maioria mercadores interessados em manter negócios nucleares com o país. Com o fim da sua matriz nuclear (últimas usinas desligadas em abril de 2023), alemães veem ainda o Brasil como um mercado promissor e rentável, como foi para eles o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha. Com a proximidade da reunião do CNPE, a declaração peremptória do ministro Silveira afronta e constrange os membros do colegiado (diga-se de passagem, nada representativo, nada…
Postado por Articulação Antinuclear BR em 4 março 2026 às 20:00 0 Comentários 0 Curtiram isto
Heitor Scalambrini Costa*
“O segredo da vitória consiste em continuar lutando,
mesmo quando a batalha parece impossível”
(Autoria popular ou anônima)
A situação do setor nuclear brasileiro é confirmada pelos seus dirigentes como crítica e alarmante no início de 2026, com a Eletrobrás Termonuclear S.A. (Eletronuclear) enfrentando sérios riscos de insolvência técnica, dependência crônica de aportes da União e possíveis paralisações de projetos. O epicentro do problema alardeado se origina em administrações irresponsáveis, tenebrosas, para dizer o mínimo. Auditoria (processo: TC 014.889/2018-8) realizada pelo Tribunal de Conta da União – TCU, fiscalizou o contrato de execução das obras civis da usina Angra 3, celebrado entre a Eletronuclear e a empresa Construtora Andrade Gutierrez S.A. Foram apontadas várias irregularidades graves, como superfaturamento, gestão fraudulenta e pagamentos indevidos no contrato de retomada das obras civis do empreendimento.
Para descredibilizar mais ainda o setor nuclear, seus responsáveis em passado recente, estiveram envolvidos em questões nada republicanas, além de fazerem parte da casta de servidores públicos que recebem supersalários.
Afirmam que o endividamento é devido a paralisação das obras da usina Angra 3 (início da construção em 1984), que acumula gastos anuais estimados em 1 bilhão de reais, sendo 80% de dívidas com bancos, e o restante gastos no armazenamento, manutenção, segurança dos equipamentos da usina já adquiridos. Declarações recentes divulgadas a favor da usina Angra 3, integram uma estratégia que tenta influenciar a percepção e aceitação pública de uma tecnologia cara, suja e perigosa, que o Brasil não precisa.
Incensam a necessidade e importância desta tecnologia para garantir a segurança energética do país. E assim, justificar a decisão a ser tomada pelos…
ContinuarPostado por Articulação Antinuclear BR em 1 março 2026 às 2:30 0 Comentários 0 Curtiram isto
Marijane Vieira Lisboa*
Quando em junho do ano passado (2025) os EUA atacaram o Irã argumentando que precisavam evitar que o país fosse capaz de fabricar uma bomba nuclear, escrevi um troço que depois não publiquei em lugar nenhum, como faço frequentemente só para desopilar o meu fígado. Mas, agora, novamente, em 28/02/2026, um novo ataque de Israel e EUA, insistindo no mesmo medo me fez reler o que escrevi e, concluindo que não perdeu nada em atualidade, resolvi, como dizem, postar.
Desde que Israel atacou o Irã porque esse estaria perto de construir uma bomba atômica e 1/4 do mundo concordou com essa justificativa para uma agressão a um país soberano, inclusive os EUA, enquanto outro 1/4 discordou, especialmente a Rússia e a China, e a outra metade ficou na sua, olhando os grandões brigarem, passei a achar que a precária Ordem Mundial que estudamos nos cursos de Relações Internacionais e de História Contemporânea terminou de acabar, pois já andava bem periclitante.
As Convenções internacionais sobre guerra não admitem o caso de “guerras preventivas”, ou exemplificando: “porque acho que você vai me atacar, te ataco primeiro”. Foi isso que Israel e os EUA fizeram, contando com o apoio da Alemanha, da OTAN e sei lá de quem mais, enquanto Macron, Celso Amorim, o Secretário-geral da ONU, Guterres e Putin julgaram que esse ataque israelense feria a legislação internacional.
Interessante que Putin não tenha percebido que ele também transgrediu essa mesma legislação quando atacou a Ucrânia, alegando que ela poderia entrar para a OTAN em algum dia da sua vida futura.
Afinal, se a posse de uma bomba atômica pelo Irã pode ameaçar a paz mundial, o que poderá fazer gente de boa índole como Putin, Kim Jong-un, Narendra Modi e o próprio Netanyahu, que já têm bomba atômica? Não vejo ninguém suando frio com isso.
E, aliás: por que Israel pode ter uma bomba atômica, embora…
Continuar
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