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Postado por Articulação Antinuclear BR em 15 outubro 2026 às 11:30 0 Comentários 0 Curtiram isto
Escassez de urânio está entre as causas do risco de interrupção em Caetité; TCU comunica órgãos federais para mitigar possível desabastecimento interno
Por Vanessa Siqueira, do Movimento Econômico
O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou órgãos e entidades do governo federal para o risco elevado de paralisação das atividades da Unidade de Concentração de Urânio (URA), em Caetité, na Bahia, ainda em 2026. Única mineração de urânio em atividade no país, a unidade é gerida pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Segundo o acórdão, a escassez de minério está entre as causas do risco de interrupção, que pode comprometer o abastecimento do mercado interno.
O alerta consta no Acórdão 5056/2026, da Segunda Câmara do Tribunal, publicado na edição desta quarta-feira (14) do Diário Oficial da União. A decisão trata de uma representação do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ), baseada em fatos relatados em inquérito civil.
Segundo o documento, a INB comunicou possíveis atos de improbidade administrativa atribuídos ao ex-diretor de Recursos Minerais, Rogério Mendes de Carvalho, e ao ex-presidente da estatal, Carlos Freire Moreira, no período de 2019 a 2023.
Por unanimidade, o TCU conheceu a representação e a considerou procedente. O Tribunal registrou, entretanto, que a avaliação e a fiscalização de conflitos entre interesses públicos e privados competem à Controladoria-Geral da União e à Comissão de Ética Pública.
Na mesma decisão, comunicou o risco de paralisação ao Ministério de Minas e Energia, à ENBPar, à INB, à Cnen e ao Ibama, para que sejam adotadas medidas destinadas a mitigar os riscos de desabastecimento interno. Também determinou o envio da deliberação à procuradora responsável…
ContinuarPostado por Articulação Antinuclear BR em 10 outubro 2026 às 20:00 0 Comentários 0 Curtiram isto
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foi informada sobre a localização de um possível material radioativo em uma instalação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no município de Uberlândia (MG).
De acordo com as informações preliminares por parte da UFU, trata-se de uma fonte de nêutrons adquirida na década de 1960 pela então Faculdade de Engenharia. Avaliações iniciais realizadas no local não identificaram níveis de radiação acima dos valores de radiação de fundo.
Foi realizado um levantamento radiométrico com equipamento do tipo contador Geiger, não tendo sido detectadas taxas de dose acima dos níveis de radiação de fundo. Entretanto, não havia disponível, no momento da avaliação, equipamento específico para detecção de nêutrons.
O material encontra-se armazenado em local seguro, sem indícios de exposição da população ou de trabalhadores a situações de risco radiológico. A CNEN está conduzindo os procedimentos técnicos necessários para a caracterização do material e seu recolhimento seguro.
Após a verificação, o item será encaminhado ao Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), unidade da CNEN em Belo Horizonte (MG), onde será submetido às medidas adequadas de controle, armazenamento e destinação.
A CNEN reforça que todas as ações estão sendo realizadas de acordo com os protocolos de segurança radiológica e que, até o momento, não há registro de impacto à saúde pública ou ao meio ambiente.
Postado por Articulação Antinuclear BR em 8 outubro 2026 às 21:00 0 Comentários 0 Curtiram isto
Por Tania Malheiros
A polícia continua investigando a autoria do roubo de um veículo que transportava material radioativo Actínio-225 (Ac-225) para tratamento médico, ocorrido em Guarulhos, São Paulo, na quinta-feira (1/10). O material foi localizado intacto na noite de segunda-feira (5/10), em terreno baldio na Rua Um do Cruzeiro, no bairro São Rafael, zona leste da capital paulista.
O material passa pelo crivo do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), unidade da Comissão Nacional de Energia em São Paulo. O veículo roubado foi encontrado desmontado: era um Citroen Jumpy-Furgão, placa GGJ-3G06, com capacidade de 1,5 tonelada e tinha o símbolo internacional de radiação.
Não é a primeira vez que crimes do mesmo modo ocorrem com veículos transportadores de material radioativo. Segundo o Ipen, o material foi encontrado pela 55º Delegacia Policiais. A transportadora Medical ALD realizou “a primeira avaliação da integridade do embalado, constatou que não houve perda de integridade”. O material importado dos Estados Unidos foi recolhido e levando para o Hospital AC Camargo Câncer Center”, onde é utilizado em tratamento de combate ao câncer.
(Fotos: ANSN, CNEN, IPEN e G1)
Publicação autorizada pelo Blog da Tania Malheiros
Postado por Articulação Antinuclear BR em 1 outubro 2026 às 22:30 0 Comentários 0 Curtiram isto
Duas empresas australianas se aliam no projeto para extração e beneficiamento de terras raras no município mineiro de Caldas. O negócio anunciado na noite de ontem (30/9) estaria movimentando R$ 3,5 bilhões. A dupla empresarial australiana informa que dialoga com o governo brasileiro
Rio de Janeiro, 01 de outubro de 2026 - As empresas australianas Lynas Rare Earths e Meteoric Resources anunciaram ontem à noite (30/09) um acordo para aquisição e nova etapa do Projeto Caldeira, em Caldas, Minas Gerais, visando à extração e os processos de purificação de terras raras em argilas iônicas, o maior fora China. Segundo o anúncio, a Lynas mantém experiência global em produção e separação de terras raras e “abre novas perspectivas para investimento, desenvolvimento tecnológico e agregação de valor no Brasil”. O negócio estaria envolvendo R$ 3,5 bilhões.
Em nota divulgaram que estabeleceram diálogos com representantes do governo brasileiro, diante da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. “As companhias reafirmaram às autoridades brasileiras o compromisso com uma relação institucional transparente e construtiva e com o cumprimento integral dos procedimentos e aprovações regulatórias aplicáveis à transação”, consta em nota. Projeto Caldeira, informaram que, “ganha escala para uma nova etapa de desenvolvimento”. Qual? A combinação dos ativos das duas companhias reúne dois recursos minerais de terras raras de relevância internacional e características complementares: o depósito de Mt Weld, na Austrália Ocidental, desenvolvido em rocha dura, e o Projeto Caldeira, formado por mineralização em argilas iônicas em Minas Gerais.
Os Recursos Minerais do Projeto Caldeira contêm aproximadamente 802 mil…
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