A Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) foi criada em 2011 e é Integrada por indivíduos, entidades, movimentos socioambientais e pesquisadores.
Buscamos fortalecer a luta antinuclear, defendendo o uso de energias renováveis e de um Brasil livre do nuclear.
Postado por Articulação Antinuclear BR em 24 setembro 2026 às 21:41 0 Comentários 0 Curtiram isto
Por Tania Malheiros
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmou nesta quarta-feira (23/9) que uma parcela do material que vazou na tarde de terça-feira (22/9) de uma caixa de fibra que se rompeu, na Unidade de Concentração de Urânio (URA), da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA), “atingiu o lado externo e alcançou o sistema fluvial, ainda dentro da propriedade da URA, sendo recolhido na caixa de coleta de efluentes”. O local onde ocorreu o vazamento foi interditado. Mesmo sem os resultados dos exames das amostras, segundo a fiscalização (ANSN), "as avaliações não indicam contaminação do solo". O Blog apurou que havia urânio (elemento radioativo) na mistura do material que vazou.
O Ibama recebeu a informação de um representante da INB, na noite de terça-feira, ou seja, horas depois do ocorrido, registrado às 15h40. “O rompimento de uma caixa de fibra que armazenava efluente industrial resultou no derramamento de líquido destinado a tratamento químico, que ficou, em sua maior parte, restrito à área de contenção da própria instalação”, informou o Instituto. “Equipes iniciaram a limpeza da área, além de ter sido realizada coleta de amostra para análise”.
No dia seguinte ao rompimento, o órgão licenciador nuclear, Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), informou nas redes sociais que estava acompanhando o caso; depois, “determinou a interrupção preventiva das atividades operacionais na área afetada”.
A INB informou em comunicado oficial que a ocorrência não provocou impacto aos trabalhadores e à população ou liberação de material para fora das instalações da empresa. “A empresa classificou a situação como um evento não usual leve e informou que a ocorrência ficou restrita a uma área pavimentada, dotada de sistema de…
ContinuarPostado por Articulação Antinuclear BR em 23 setembro 2026 às 19:30 0 Comentários 0 Curtiram isto
Por Tania Manlheiros
O rompimento de uma caixa de fibra com capacidade para 20 mil litros contendo solvente com material radioativo, como urânio, ocorreu nesta terça-feira (22), na Unidade de Concentração de Urânio (URA), em Caetité (BA). O blog apurou que estrondo do rompimento foi ouvido às 16h. A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) divulgou que o “incidente” com “emulsão proveniente do processo industrial, não provocou impacto aos trabalhadores, à população ou liberação de material para fora das instalações”. O Blog apurou que não havia trabalhadores na hora do rompimento, mas parte do material vazou para local de circulação onde trafegam veículos e pessoas dentro da unidade.
Foto exclusiva mostra o local do vazamento. A área 300 é onde é feita a regeneração do solvente. A maior parte do material ficou dentro da contenção do local que já é contaminado.
EVENTO NÃO USUAL
A INB informou que a “situação foi classificada como evento não usual e ficou restrita às instalações da unidade, em área pavimentada e dotada de sistema de contenção com dupla camada de proteção, composta por concreto e PEAD”. Informou também que “as equipes da unidade foram imediatamente acionadas e já realizam a limpeza da área. Uma equipe multidisciplinar acompanha a situação e define as demais providências necessárias. A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) foi imediatamente comunicada e acompanha as ações adotadas pela INB”.
VAZAMENTO
Em julho deste ano de 2026 o Blog divulgou um vazamento de amônia (produto altamente tóxico) ocorrido no dia 21 de junho (21/6) na URA. Na ocasião, o Ibama exigiu ao INB um documento com a descrição do acidente e “as medidas adotadas para seu atendimento e demais informações técnicas necessárias à avaliação da…
ContinuarPostado por Articulação Antinuclear BR em 10 setembro 2026 às 8:00 0 Comentários 0 Curtiram isto
Programa Nuclear Brasileiro é alvo de críticas de especialistas, que questionam o discurso de “soberania e defesa nacional”, como justificativa para investir gigantescos recursos públicos em negócios nucleares.
Por Articulação Antinuclear Brasileira
O Encontro Nacional da Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) será aberto com um painel sobre Ciência, Justiça Climática, Direitos Humanos e da Natureza sábado próximo(12/09), às 8 horas, marcando os 15 anos de existência, resistência e mobilização popular contra a eletricidade nuclear e em defesa das fontes renováveis de energia. No painel, especialistas multidisciplinares farão uma conexão entre suas temáticas de atuação e os conflitos socioambientais associados à implantação e manutenção do Programa Nuclear Brasileiro, em especial nos estados-sede das atividades atômicas (Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo).
O debate ocorre em meio ao impacto do discurso defendido por lobistas nucleares, de forte atuação no Congresso e no Palácio do Planalto, de que o domínio pleno do ciclo nuclear – incluindo a produção de bombas atômicas – fortaleceria a soberania nacional e a defesa do país, diante das disputas geopolíticas internacionais. Mas, para os organizadores do encontro, o domínio do ciclo nuclear e o desenvolvimento da indústria nuclear militar, não representam garantia de segurança nacional. A realidade demonstra que a posse de armas nucleares não elimina guerras. Ao contrário, a expansão da capacidade…
ContinuarPostado por Articulação Antinuclear BR em 11 agosto 2026 às 18:17 0 Comentários 0 Curtiram isto
No marco dos seus 15 anos de atuação - em defesa das energias renováveis e combate ao uso da tecnologia atômica para a produção de eletricidade - a Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) realizará um Encontro Nacional em 12 de setembro próximo, em parceria com o Projeto Nova Cartografia Social e o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, com apoio do Fundo CASA. A iniciativa reunirá comunidades atingidas, representantes de diferentes territórios, ativistas socioambientais, pesquisadores e organizações parceiras.
O evento acontece em meio à ascensão global da indústria nuclear militar, que alavanca a expansão do uso de armas atômicas e ameaça o futuro da humanidade. A pauta abrange questões sensíveis da indústria nuclear civil, como a insegurança em radioproteção, falta de solução para toneladas de lixo tóxico e radioativo, gerado pelas atividades atômicas, e o descuido com…
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